Quem é o Profissional ESG e quais Skills são essenciais para liderar a área?
- Luiz André Bacelo

- 6 de jan.
- 3 min de leitura

Liderar a área de ESG (Ambiental, Social e Governança) não é apenas dominar indicadores e relatórios. O diferencial está nas soft skills – ou power skills – que permitem transformar cultura, engajar lideranças e coordenar iniciativas transversais com impacto real no negócio.
Se ESG é uma estratégia que atravessa toda a organização, quem lidera precisa combinar visão de futuro, influência e comunicação orientada ao valor.
A seguir, apresentamos as habilidades-chave para quem deseja liderar ESG com eficácia e credibilidade.
Comunicação estratégica
Mais do que explicar métricas de sustentabilidade, o líder de ESG precisa traduzir dados (como emissões de CO2, consumo de água ou diversidade no quadro de colaboradores) em linguagem de negócios: mitigação de riscos, eficiência operacional, acesso a capital e fortalecimento da marca.
Ação prática: construir narrativas que conectem projetos ESG à longevidade financeira, mostrando ROI, redução de custos, conformidade regulatória e vantagem competitiva em mercados exigentes.
Influência sem autoridade (gestão de stakeholders)
ESG exige mudanças em Compras, Produção, Logística, RH e Jurídico – áreas nem sempre sob sua gestão direta. Por isso, capacidade de negociar, criar parcerias e alinhar incentivos é vital.
Habilidade central: transformar ESG em compromisso coletivo, com metas compartilhadas, governança clara e reconhecimento dos resultados por área, reduzindo resistências internas.
Pensamento sistêmico e visão de longo prazo
Em ambientes regulatórios e de mercados voláteis, o líder de ESG precisa enxergar interdependências: cadeia de suprimentos, finanças, riscos climáticos, reputação e inovação.
Aplicação: antecipar tendências e requisitos de investidores, preparar a empresa para novas leis ambientais e sociais, e integrar análises de cenários de 5 a 10 anos no planejamento corporativo.
Inteligência emocional e resiliência
Mudar processos estabelecidos gera fricção. Lideranças pressionadas por custos e prazos podem resistir.
Destaque: cultivar empatia, ouvir as dores das áreas, negociar rotas alternativas, ajustar cronogramas e manter consistência de propósito. A resiliência sustenta avanços incrementais sem perder o rumo estratégico.
Adaptabilidade e aprendizado contínuo (lifelong learning)
O campo de ESG evolui rápido com IA para auditoria de dados, novas taxonomias, padrões de reporte e exigências de due diligence.
Ação: desaprender métodos antigos quando necessário e adotar ferramentas digitais que ampliem transparência, rastreabilidade e confiabilidade dos dados, fortalecendo a tomada de decisão.
Protagonismo e liderança inspiradora
ESG precisa de liderança que “assume o comando” sem centralizar, inspirando equipes a enxergar o impacto social e ambiental como parte do valor do negócio.
Prática: dar direção clara, celebrar conquistas, estimular autonomia e criar senso de propósito compartilhado, conectando metas ESG à estratégia e à performance da empresa.
Negociação multicultural (especialmente em polos exportadores)
Empresas que atendem mercados internacionais lidam com padrões rígidos de conformidade e expectativas diversas de clientes e investidores.
Competência: navegar diferenças culturais e regulatórias, alinhar requisitos de sustentabilidade por país, e comunicar com clareza compromissos e resultados ao longo da cadeia global.
Pensamento crítico, análise de riscos e visão de negócio
A liderança de ESG precisa avaliar materialidade, priorizar temas com base em risco e oportunidade, e integrar métricas financeiras e não financeiras.
Exemplo: cruzar dados de risco climático com CAPEX, OPEX e seguros; avaliar impacto financeiro da conformidade (e da não conformidade) e orientar investimentos em soluções de baixo carbono e práticas sociais responsáveis.
Empatia, comunicação e paciência para engajar
Nem todos terão entendimento imediato ou adesão ao ESG.
Caminho: construir processos de sensibilização, capacitações e entregas de curto prazo que demonstrem ganhos concretos, mantendo comunicação clara e consistente para criar tração interna.
Especialização técnica aplicada à estratégia
Para temas específicos (como mudanças climáticas, direitos humanos ou diversidade), é essencial aprofundar conhecimento técnico sem perder a conexão com o core business.
Diretriz: dominar o assunto e simultaneamente integrar metas e indicadores à estratégia, governança e operação, evitando iniciativas desconectadas do resultado.
Como desenvolver essas habilidades na prática.
Faça um diagnóstico pessoal: identifique seus pontos fortes e lacunas em comunicação, negociação, visão sistêmica e conhecimento técnico.
Estabeleça metas de aprendizado: cursos, certificações e mentorias em ESG, gestão de riscos, finanças sustentáveis e liderança.
Pratique a influência: crie comitês interdepartamentais e pilotos com metas e benefícios compartilhados.
Use dados com propósito: conecte indicadores ESG a metas financeiras e operacionais para justificar investimentos e priorizar ações.
Cultive redes: dialogue com fornecedores, clientes, associações e investidores para entender expectativas e acelerar a maturidade ESG.
Conclusão Liderar a área ESG é unir técnica e comportamento. As power skills – comunicação estratégica, influência sem autoridade, pensamento sistêmico, inteligência emocional, adaptabilidade e protagonismo – diferenciam quem apenas entrega relatórios de quem transforma negócios e culturas.
Ao combinar essas competências com visão de risco, especialização técnica e negociação multicultural, o líder de ESG coloca a empresa na frente, com impactos positivos para pessoas, planeta e performance.
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